Trânsito Religioso no Brasil e reflexões sobre os dados do censo 2010

Por Ana Patrícia Braga & Maria Luíza Albuquerque

O objetivo do artigo, Trânsito Religioso no Brasil, circunscreve no estudo do fenômeno de fluxo e interação religiosa em um “macroprocesso de contínua síntese e diferenciação”( MONTERO, P. e ALMEIDA, R. Trânsito Religioso no Brasil. Pág 02.).

Nesse contexto, pretende analisar as circulações de pessoas entre as religiões, assim como as metamorfoses das práticas e crenças religiosas. Pretende-se, então, traçar uma configuração atual das principais crenças religiosas no Brasil.

Evidencia-se, nesse contexto, a necessidade de estabelecer outros parâmetros que desafiam a interpretação científica e contrapõem especialistas e adeptos. Fica claro, aos autores, por exemplo, que o conceito weberiano de conversão não se adapta mais a nova realidade e que a teoria que faz alusão à idéia de mercado é mais coerente quando se percebe o aumento das alternativas religiosas e suas constantes circulações de fiéis, que buscam as realizações imediatas de suas necessidades.

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Um estranho no ninho

“Um estranho no ninho: Uma experiência protestante em escola laica, em Recife” de Roberta Campos por  Emerson Silva e Marie Grenet

Uma das principais características da modernidade é o pluralismo religioso. Quando um determinado tipo de religião perde o seu monopólio em uma determinada cultura, abrir-se-á consequentemente espaço para uma diversificação religiosa. A título de exemplo podemos citar a perca da hegemonia católica no processo republicano brasileiro, onde o catolicismo romano perdeu muito de sua influência, e, por conseguinte abrindo espaço para um reconhecimento social de um mosaico religioso brasileiro. O texto vem colocar em xeque pontos entre o discurso ideal e a ação real, como se dá a prática dessa lógica multiculturalista brasileira entre os membros da sociedade e mais particularmente entre crianças de contextos sociais homogênios e heterogênios. Analisando um caso de uma jovem que sofreu bullying, A professora Roberta Campos irá tentar nos mostrar, no seu artigo: Um estranho no ninho: Uma experiência protestante em escola laica, em Recife, a relevância de se estudar algumas configurações infantis no ambiente escolar, com vistas no aprendizado de como essas crianças vivenciam as divergências religiosas nesse espaço educacional.

Proponhamos de apresentar nessa primeira parte noções gerais dessa lógica multiculturalista e a perda desse tradicionalismo religioso. Logo após, iremos expressar brevemente o conceito de ethos na religião. Na sequência iremos enfatizar esse caso etnográfico fazendo uma conexão com as teorias de Goffman, tangenciando com a ideia de estigma e carreira moral. E por fim concluiremos este ensaio abordando o choque do ethos protestante com a lógica sincrética, característica da cultura brasileira.

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COMO A MODERNIDADE E A RELIGIÃO DIALOGAM

COMENTÁRIOS AO TEXTO “A DESSECULARIZAÇÃO DO MUNDO: UMA VISÃO GLOBAL”, de Peter Berger

Por Luiz Tagore Fernandes Martins

Para falar do que o Autor intitula de “dessecularização” é de bom tom revisitar o que seria “secularização”, ainda que esta explicação se mostre despicienda a muitos que lerão este texto, em linhas rasas e na perspectiva do próprio Berger, trata-se do declínio da religião, em suas práticas sociais e individuais, em razão do avanço da modernidade.

Tentando possibilitar ao leitor uma visão panorâmica, Berger defende ser falsa a afirmação de que o mundo está cada vez mais secularizado, e que, ao menos em linhas gerais, o avanço da modernização enfraqueceu a religião, em uma perspectiva divergente, para ele o mundo é hoje tão religioso quanto antes, “e até mais em certos lugares”.

Refutando a Teoria da Secularização – a qual, segundo ele, não estaria completamente equivocada, e que ele mesmo já compactuou e contribuiu para  a construção de alguns dos seus postulados – aponta que de fato em alguns locais é possível observar efeitos tidos como secularizantes, mas que há também a constatação quanto ao surgimento de movimentos de contrassecularização, e frisa, ainda, que o fato de uma algumas instituições terem sido enfraquecidas não significa que as crenças e práticas também foram mitigadas. Continuar lendo

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XIII Simpósio Nacional da ABHR

XIII Simpósio Nacional da Associação Brasileira da História das Religiões

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Apoio de Obama ao casamento gay ofende a “igreja negra”

Do site religiondispatches.org – Post original:  Obama’s Gay Marriage Support Shocks Black Church por Anthea Butler

(em inglês)

President Obama’s support of same-sex marriage has rocked America’s black church community. From Prof. Michael Dyson to prosperity preacher Rev. Jamal Bryant, the pulpits and the pews are weighing in, and the responses are shaping up to be an interesting crossroads for the relationship between the president and African-American churches in the 2012 election.

The prevailing narrative in the media is that black churches are wholesale against same-sex marriage. From the 2004 elections to Proposition 8, this narrative has dominated, despite the fact that there is significant support from African Americans in and outside of the church for same-sex marriage. Media outlets portrayed the recent North Carolina vote onAmendment 1 as monolithic, though many in the African-American church communityopposed it. Take Rev. William Barber, head of the North Carolina NAACP, who preached a powerful message against Amendment 1, equating Americans’ use of the Bible to opposesame-sex marriage today with the defense of slavery and militarism in the past eras. Kristin Rawls, a writer and activist, notes that the efforts against Amendment 1 in North Carolina crossed racial and religious lines, with organizations coming together under an umbrella organization, Protect All NC Families. Continuar lendo

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Soundtrack for a Revolution

Documentário sobre a importância da música gospel no movimento pelos direitos civis dos negros americanos na década de 1960

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Pluralismo, Modernidade e Tradição: Transformações no campo religioso

Por Osmar Coelho e Ravana Dias sobre o artigo de Carlos Alberto Steil

A sociedade atual é decorrente de mudanças bastante acentuadas promovidas pela “razão secular” a partir das Ciências positivas, e pela Religião que ao receber influencias culturais as mais diversas, emerge numa outra perspectiva de renovação e transformação em que em que as pessoas passam a ter maior visibilidade e autonomia nas suas preferencias de escolhas religiosas. Soma-se a este fato o destronamento do monopólio de uma igreja que possui status de exclusividade. Em sua avaliação sobre a dinâmica da religião nas sociedades latino-americanas, Steil destaca a profunda transformação e reordenamento destas que gerou um pluralismo religioso que parece não ter mais limites à diversidade; e enumera a multiplicidade de tendências em ascensão: Religiões institucionais ou não, tradicionais, efêmeras, ecumênicas, efêmeras, etc. Penso que a temática religiosa da dicotomia ainda persiste, porém diluída numa poli polarização de diálogos mais libertários. A religião que era fortemente estruturante, agora pela diversidade é reflexiva e também estruturável; se por um lado a pluralidade é fruto da dinâmica moderna da sociedade, está também contribui para a secularização, a qual por sua vez ativa e multiplica os universos religiosos. Continuar lendo

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