Religião na RBA

Grupos de trabalho abordando o fenômeno da religião na 28° Reunião Brasileira de Antropologia

São cinco os GTs abordando o tema da Antropologia da Religião. Deem uma olhada nos trabalhos aprovados e confiram como vai a produção no campo:

GT48 Materialidades do sagrado: religiões e objetos

Renata de Castro Menezes (UFRJ) – Coordenador e Ronaldo de Almeida (UNICAMP) – Coordenador.

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Dando continuidade à discussão desenvolvida na 27a. RBA, sobre religião e objetos, esse grupo de trabalho tem por objetivo agregar pesquisadores que desenvolvem reflexões em torno de formas materiais que circunscrevem, articulam, condensam ou visibilizam fenômenos relacionados à religião, ou, num sentido mais amplo, ao sagrado. Seja como estratégia metodológica/epistemológica que segue objetos para compreender processos sociais, seja por reconhecer o estatuto especial que lhes é conferido pelos agentes, os objetos têm atraído novamente a atenção da teoria antropológica a partir de trabalhos como os de Arjun Appadurai, Alfred Gell, Nicholas Thomas, dentre outros. O objetivo desse GT é trazer essas “novas” reflexões para um “velho campo” em que os objetos sempre tiveram um lugar significativo, que é o dos estudos da religião.  A fim de ampliar as possibilidades analíticas e etnográficas, o GT estará aberto tanto a trabalhos voltados à análise de objetos em sentido estrito, como àqueles voltados a outras formas de expressão material do religioso, como músicas, danças, gestos, etc.

GT58 Práticas e percepções da vida social e seus elos religiosos

Melvina Afra Mendes de Araújo (UNIFESP) – Coordenador, Patricia Birman (UERJ) – Coordenador, Emerson Giumbelli (UFRGS) – Debatedor, Paula Montero (USP) – Debatedor e Carly Machado (UFRRJ) – Debatedor.

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Uma das marcas da antropologia é aquela que valoriza como os atores sociais ignoram/desqualificam as fronteiras que, no mundo moderno, aparentemente  “definem” e “separam”os domínios sociais como a “cultura”,  a “ religião” , a “política”,  entre outros.  O propósito deste GT é de valorizar o “desrespeito” às fronteiras entre os domínios sociais como uma característica relevante e habitual de se praticar e de se constituir a “religião” na vida social.  Consideramos que há certas formas de associação historicamente consolidadas, como família e espiritismo, candomblé e “cultura”, pentecostalismo e mídia/imagem, ou ainda catolicismo e “comunidade”, entre outras.  O nosso intuito neste GT é de provocar análises, baseadas em estudos de caso, que explorem formas específicas de se conjugar, entrelaçar e construir “religião” através de associações pouco exploradas com domínios sociais específicos.  Trata-se de analisar as práticas e os elos que configuram as religiões “no mundo” diferentemente das abordagens que privilegiam como objeto  “o mundo das religiões” como tradicionalmente as ciências sociais tem feito, através, por exemplo, da noção de esfera religiosa.  As nossas perguntas são outras:  como alguns domínios da vida social, estudados pela antropologia, como família, lugar, gênero, pobreza, crime, território, etnia, nação têm se constituído através e também de práticas e percepções “religiosas”?

GT59 Proselitismos e Disputas no Campo Religioso Brasileiro / Antônio Braga (UNESP) – Coordenador e Marcelo Ayres Camurça (UFJF) – Coordenador.

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Ao contrário de muitos prognósticos, as religiões e a busca por experiências religiosas se ampliaram na sociedade brasileira ao longo das últimas décadas. Ao mesmo tempo, nesse período, assistimos a significativas mudanças na composição religiosa de sua população: diminuição do número de católicos, aumento no número de evangélicos, aumento no número de não crentes e sem religião, diversificação de crenças e práticas religiosas. Dentre os motivos dessa recomposição estão tanto a ampliação e amplificação nos/dos processos de disputa por fieis – principalmente entre igrejas cristãs (católicos e evangélicos, que são majoritário na sociedade brasileira) -, quanto o esforço dessas igrejas em manterem ou ampliarem seu número de fiéis, quanto suas buscas por linguagens e estilos modernos que garantam sua reprodução religiosa na atualidade. Em muitas dessas igrejas há um claro processo ampliação, elaboração e investimento em novas formas e práticas de proselitismo religioso: uso dos meios de comunicação e das novas tecnologias de informação (canais de TV, rádio, internet), promoção de eventos religiosos de grande impacto, inserção em universos de consumo variados (música, moda, dentre outros). Este GT tem por objetivo agregar pesquisadores cujos estudos tratem dessas novas modalidades de proselitismo religioso, tendo em vista compreender seus significados e impactos tanto para o campo religioso, quando para a sociedade brasileira como um todo.

GT62 RELIGIÃO E GLOBALIZAÇÃO

Ari Pedro Oro (UFRGS) – Coordenador e Alejandro Frigerio (FLACSO/CONICET) – Coordenador.

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Nas últimas décadas intensificou-se o ritmo da produção, circulação e consumo de bens culturais em escala global, e as religiões têm acompanhado esse processo. De fato, observa-se que, mais do que nunca, a maioria das expressões religiosas compartilha dos imaginários e das pautas de ação transnacionais. Neste processo, as mídias, e mais recentemente a Internet, cumprem um papel crucial no estabelecimento dos contatos e na divulgação de bens e serviços que as religiões colocam à disposição das pessoas. Nesse GT, debateremos as formas e as significações agregadas às crenças e práticas que atravessam as fronteiras nacionais, e as conseqüências desse processo nos campos religiosos locais e na relação  com os marcos regulatórios e os sistemas políticos dos Estados Nacionais. Privilegiaremos trabalhos que procuram dar um alcance transversal à análise, e interessa-nos, sobretudo: 1) a circulação das religiões de matriz africana, especialmente as afro-americanas, fora de seus países de origem; 2) a internacionalização de denominações pentecostais e neopentecostais, brasileiras e de outros países; 3) os movimentos transnacionais específicos ligados ao catolicismo, espiritismo e outras expressões religiosas;  4) a importância  das mídias, especialmente da internet, e das redes religiosas, personalizadas e institucionais, no  processo de transnacionalização religiosa; 5) as relações entre religião e nação no contexto da globalização.

 

GT63 RELIGIÕES E PERCURSOS DE SAÚDE NO BRASIL DE HOJE AS CURAS ESPIRITUAIS

Raymundo Heraldo Maués (UFPA) – Coordenador, Bartolomeu Tito Figueirôa de Medeiros (UFPE) – Coordenador  e Bartolomeu Tito Figueirôa de Medeiros (UFPE) – Debatedor.

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Busca-se compreender e identificar o itinerário terapêutico da pessoa em situação de sofrimento que recorre às instâncias de solução dos problemas que a atingem, sejam oficiais, “complementares” ou “não convencionais”: ioga, técnicas de relax, de meditação, acupuntura, sistemas de fitoterapia, xamânicos, sociedades ou grupos que promovem curas pela oração, por exorcismos, assim como por rituais de libertação de diversos tipos de aflições psicossomáticas. Embora a matriz disciplinar antropológica encare saúde e doença como fatos sociais, as exigências da interdisciplinaridade induzem a levar em conta, necessariamente, a base biológica e psicossomática dos fenômenos a serem estudados, bem como os conteúdos, não apenas sócio-antropológicos, mas psicológicos e médicos da cura. Daí considerar-se desejável a presença de profissionais da saúde no GT, como participantes ou consultores. Por outro lado, impõe-se igualmente considerar práticas e contextos sociais que lhes dão origem e redes de significados dos fatos objeto da investigação. Os trabalhos podem, igualmente, discutir ainda formas de engajamento corporal fomentadas nos espaços religiosos, procurando relacionar o conjunto de ritos, práticas, exercícios e disciplinas corporais a uma ou mais das seguintes questões: a) relações de poder e divisões de gênero, classe e/ou geração no interior do grupo religioso, b) processos terapêuticos desenrolados nestes grupos e c) o processo mais amplo de construção da pessoa na religião.

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